Eu? Ah, tá...

terça-feira, 20 de julho de 2010

Honestamente

Eu queria, honestamente, que as relações humanas fossem menos litúrgicas. Às vezes agimos como se tudo fosse um roteiro repetido e cada um tivesse um papel pronto e escrito. Apenas agimos como a sociedade nos adestrou. Toda vez que estou seguindo algum ritual social sinto isso. E toda vez quando eu quebro um pouco essa linha eu sinto os olhares como se eu fosse louco.

Você também deve sentir os roteiros: Ter de falar que está bem quando alguém pergunta com casualidade como você esta. Ou não poder perguntar se é puramente por causa da aparência que alguém está interessado ou desinteressado por você. Agradecer muito quando um preguiçoso não faz mais que sua obrigação só pra evitar que ele deixe de fazê-la numa próxima vez.

Às vezes esquecemos esses protocolos e fazemos as coisas como o mundo não recomenda. Eles não são ruins, nos ajudam a saber como agir na vida em modo geral, mas fazem a vida parecer um tanto previsível e sem espontaneidade.

Pense nisso, você sobreviveria um dia sem agir, em alguns momentos, exatamente como o mundo espera?

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